Muita gente usa “poço artesiano” para qualquer tipo de poço, mas existem diferenças importantes entre poço artesiano, poço semiartesiano e poço raso (cacimba). Conhecê-las ajuda a escolher a solução certa e evitar gastos com um poço que não atende sua necessidade.
Poço raso (cacimba ou cisterna)
Escavado geralmente de forma manual, capta água do lençol freático superficial. É mais barato, porém tem vazão limitada, costuma secar na estiagem e está muito mais exposto à contaminação por fossas, chuva e resíduos.
Poço semiartesiano
Perfurado com máquina, chega a aquíferos mais profundos e protegidos. A água não sobe sozinha até a superfície: é necessário usar uma bomba submersa para trazê-la. É o tipo mais comum de poço tubular profundo no Brasil.
Poço artesiano
Também é um poço tubular profundo, mas atinge um aquífero confinado sob pressão. Por isso, a água sobe naturalmente pelo poço, podendo até jorrar na superfície. Na prática, ainda é comum usar bomba para garantir pressão e vazão constantes.
Comparativo rápido
- Profundidade: cacimba é rasa; semiartesiano e artesiano são profundos.
- Vazão: poços profundos oferecem vazão maior e mais estável ao longo do ano.
- Qualidade da água: aquíferos profundos são mais protegidos contra contaminação.
- Durabilidade: poços tubulares bem construídos duram décadas.
Qual escolher?
Quem define o tipo de poço é a geologia do terreno, não a preferência do cliente. Um estudo técnico indica se há aquífero confinado (artesiano) ou livre (semiartesiano) e qual profundidade é necessária para a vazão que você precisa. O importante é contar com um poço tubular profundo, bem revestido e regularizado.
Quer entender como é a obra? Veja as etapas para a construção do poço artesiano.
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